Componentes de uma Cédula Brasileira

(Cédulas do Brasil 6ª Edição - 2013 - Cláudio Patrick Amato / Irlei Soares das Neves / Júlio Ernesto Schütz)

 

ANVERSO: É a parte da frente da cédula, onde se desenvolve o tema principal da comunicação visual e onde, normalmente, estão escritos o nome da Autoridade Emissora, os valores em algarismos e por extenso, e a numeração;

 

REVERSO: É a parte de trás da cédula, onde estão os elementos acessórios do tema principal mantendo os valores por algarismos e por extenso;

 

ESTAMPA: É o conjunto de elementos que caracteriza e diferencia as emissões das cédulas umas das outras. Podemos considerar como elementos de diferenciação, o tema principal, o órgão emissor, a empresa impressora, etc. Nas cédulas antigas, a “estampa” vinha destacada. Já nas do padrão atual, na 1ª família do “Real”, a estampa está representada por uma letra, colocada antes da numeração;

 

SÉRIE: Quase todas as cédulas brasileiras, desde o padrão “Mil Réis” até o “Real”, dividem as séries em 100.000 cédulas. Nas cédulas mais antigas, a série estava determinada explicitamente e nas cédulas mais recentes, constituem as séries, os quatro algarismos que estão logo à direita da letra da estampa. Na 2ª família do “Real”, esse conceito de “série” foi abolido;

 

NUMERAÇÃO: Quase todas as cédulas brasileiras são numeradas, dentro de uma mesma série, de 000.000 a 100.000. Nas cédulas do “Real” da 1ª família, por exemplo, os últimos seis algarismos, à direita da série, indicam o número e individualizam, dessa forma, a cédula. As cédulas da 2ª família do “Real” passaram a conter simplesmente uma numeração sequencial composta por letras e números. A primeira e a segunda letra representam respectivamente o ano e o mês da ordem de fabricação da “Casa da Moeda do Brasil”. A numeração é reiniciada toda vez que há alteração em alguma letra;

 

AUTÓGRAFO: Durante muito tempo, desde o padrão “Mil Réis” e até o início do “Cruzeiro”, todas as cédulas que entrariam em circulação eram autografas por funcionários da “Caixa de Amortização”. Normalmente feita por caneta tinteiro, eram empilhadas logo após a assinatura, sendo, dessa forma, possível encontrar diversas cédulas desse período com a marca da assinatura anterior no seu reverso. Essa prática foi abolida em 1953;

 

CHANCELA: Em algumas cédulas do padrão “Mil Réis”, notadamente nas do “4° Banco do Brasil”, ao invés de autógrafos, foram elaboradas chancelas das autoridades da “Caixa de Amortização” que eram impressas em tamanho natural no anverso das cédulas;

 

MICRO-CHANCELA: A partir de 1954, as cédulas passaram a conter em seu anverso as assinaturas impressas em tamanho reduzido do “Ministro da Fazenda” e do “Diretor da Caixa de Amortização”. Com a criação do “Banco Central do Brasil”, a micro-chancela do “Diretor da Caixa de Amortização” foi substituída pela do “Presidente do Banco Central”. Em 1970, com a concepção da 1ª família de cédulas do “Cruzeiro” pela “Casa da Moeda”, a micro-chancela do “Ministro da Fazenda” foi substituída pela do “Presidente do Conselho Monetário Nacional”, que, na prática, era o próprio “Ministro da Fazenda”. Em 1989, nova mudança, voltando a figurar o “Ministro da Fazenda”, que foi alterado no ano seguinte para “Ministro da Economia, Fazenda e Planejamento”, voltando em 1993 a “Ministro da Fazenda”, que permanece até hoje. Esse é um forte elemento para classificação das cédulas;

 

CARIMBO: Normalmente nas mudanças de padrão monetário são colocados carimbos nas cédulas já impressas do antigo padrão para acabar com o estoque das cédulas já emitidas e para acostumar aos poucos a população com a mudança de padrão. Na mudança das cédulas de “Mil Réis” para o “Cruzeiro”, por exemplo, os carimbos eram azuis, na forma de uma rosácea;

 

DIMENSÕES BÁSICAS: O tamanho físico das cédulas brasileiras, que variam de 120 à 220 mm de comprimento, constitui um fator importante na hora da classificação e na percepção do cerceamento das mesmas, feito por comerciantes inescrupulosos, na tentativa de, em aparando as cédulas, retirando a parte desgastada, aparentar um melhor estado de conservação. Régua na mão e olho vivo”!